Das coisas que tenho feito na pandemia

Este tempo de isolamento social me trouxe muitas coisas inusitadas. Como analista, comecei a trabalhar com a clínica psicanalítica, por exemplo, dentro do projeto Apoiar, do Instituto de Psicologia da Usp, como parte da minha formação em Psicanálise. Um trabalho árduo na prática da escuta e da compaixão. Há muito sofrimento e precisamos cuidar uns dos outros.
Mas talvez a coisa mais surpreendente que passei a fazer – e cada vez mais – é o cuidado com os animais abandonados, sobretudo cães e gatos. Desde recolher e cuidar e levar ao médico e dar amor e carinho, descobri que poderia ajudar muito mais me responsabilizando pela castração destes seres não humanos. Só ontem, dois cachorros e cinco gatos foram castrados. Desde o início desta nova aventura, fui responsável pela castração de mais de 50 animais.
Mas, como qualquer outro trabalho não dá pra ser executado sozinho, contei com a ajuda de pessoas tão incríveis como a da Luli Sarraf e do super Emerson Fernandes. Porque uma tarefa dessas requer muita atenção e muita dedicação, também. Ontem, por exemplo, a ação começou às 6h30 em Parelheiros, passando pela Chácara Flora e terminando na Vila Maria, quase no finalzinho do dia. Mas o prazer que tudo isso dá, supera toda a dificuldade. Dá trabalho, a logística é pesada, custa caro, mas o alívio que dá saber que estes seres terão, a partir de agora, uma vida mais tranquila, não tem preço.
+++ na foto, Zeus, com uma sarna severa e com muitos problemas de saúde
Ator, roteirista e cineasta. Co-fundador da Cia. Os Satyros e diretor executivo da SP Escola de Teatro.
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