CRÍTICA | Toshanisha – The New Normals

por Marcio Aquiles

Toshanisha – The New Normals (Os Satyros). A montagem realizada em parceria com o Bold Theatre Kenya tem um quê de história oral, de uma pré-teatralidade espontânea, ou, ainda, pode-se compreender esse tom documental como manifestação explícita de uma antiteatralidade almejada. E isso, surpreendentemente, é ótimo, porque a experiência ganha uma perspectiva diferente, como se não estivéssemos assistindo a uma peça teatral, mas ouvindo histórias de um amigo. A dramaturgia em torno da pandemia, de crises sociais, de abusos oriundos dos diversos colonialismos, de sofrimentos individuais e coletivos, contudo, afasta qualquer tom edificante — que seria mais comum para narrativas folclóricas orais ancestrais, por exemplo. Esse deslocamento causado por procedimentos milenares por via da transmissão virtual contemporânea resulta numa experiência ímpar, suplantando o teatro dramático e a contação de histórias, é imperdível!

Fonte: Instagram

Ator, roteirista e cineasta. Co-fundador da Cia. Os Satyros e diretor executivo da SP Escola de Teatro.
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