Tantas coisas na cabeça e no coração tamém que acabei me esquecendo de mencionar uma publicação honradíssima da qual também faço parte.
Em breve será lançado Ainda Cabe Sonhar, livro que reúne psicanalistas e pensadores cuja trajetória acompanho, leio e admiro há muitos anos. Estar entre essas vozes já seria motivo de alegria. Saber que a obra conta com apresentação de Isildinha Baptista Nogueira e prefácio de Marilena Chauí torna tudo ainda mais especial.
Participo do volume com o artigo Quando o inconsciente escreve: Dramaturgias do invisível, no qual proponho um encontro entre psicanálise, teatro e cinema para pensar os sonhos como uma forma singular de escrita. Uma escrita noturna, que organiza afetos, imagens, memórias e desejos em narrativas inesperadas, aproximando o trabalho do inconsciente da própria criação artística.
Confesso que receber esse convite me emocionou. Não apenas pela relevância acadêmica da publicação, mas pelo sentimento de reconhecimento que ela carrega. Porque existem alegrias que chegam em silêncio e permanecem reverberando por muito tempo.
Em tempos tão acelerados, participar de um livro que afirma, já no título, que ainda cabe sonhar, parece quase um gesto de resistência. E de esperança.
