Todos os Sonhos do Mundo em Ourinhos

Dia 21/5, sábado

Ivam Cabral retoma solo no qual intercala relatos de sua trajetória a fragmentos poéticos Em 2015, para celebrar 25 anos de carreira, o ator e dramaturgo Ivam Cabral decidiu levar à cena seu primeiro solo/recital, no qual mesclava relatos sobre sua formação pessoal e artística, sua origem em Ribeirão Claro (pequena cidade da região norte do Paraná) e suas andanças pelo mundo com sua companhia, Os Satyros.

O projeto começou de modo bastante informal, encontros esporádicos com a classe artística na sede de seu grupo, localizado à Praça Roosevelt, região central da capital paulista. Em 2019, Ivam revisita esse mesmo experimento, desta vez intercalando trechos do seu livro com poemas de Carlos Drummond de Andrade (“Não se Mate” e “Amar”), Cecília Meireles (“Retrato”), Clarice Lispector (“Saudades”), Fernando Pessoa (“Tabacaria”), Ferreira Gullar (“Não Há Vagas”), Mário Quintana (“Poeminho do Contra” e “A Morte”), Olavo Bilac (“Via-Láctea Soneto VIII”) e Torquato Neto (“Cogito”).

O cerne do trabalho, no entanto, está calcado no processo de depressão que Ivam Cabral viveu a partir de 2009, quando foi diagnosticado bipolar. Assim, “Todos os Sonhos do Mundo” surge para falar dos distúrbios da depressão, que acomete mais de 300 milhões de pessoas de todas as idades no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, a estimativa é que 5,8% da população seja afetada pela doença.

A estrutura dramatúrgica de “Todos os Sonhos do Mundo” parte de “O demônio do meio-dia – Uma anatomia da depressão”, de Andrew Solomon, livro-chave para o estudo e compreensão da depressão, eleito um dos cem melhores livros da década de 2000 pelo jornal britânico The Times.

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