Los Caminos

Tudo continua bem aqui nas terras de Fidel.

Amanhã estreamos Cosmogonia – Experimento nº 1. Ensaiamos muito e, claro, estamos ansiosos. O espetáculo, já apresentado em Curitiba (2004) e São Paulo (2005), transporta o espectador do teatro para o ambiente tenso de um hospital e o faz testemunhar, em tempo real, os instantes derradeiros de um homem em coma, a descrição de uma epifania. 49 minutos de agonia, antes do suspiro final.

Mas, além de ensaiar, é óbvio que também quero aproveitar ao máximo o privilégio de estar aqui. Umas das coisas que mais amo em Havana é que tudo respira arte. O povo mais musical do planeta. Eles têm um teatro denso, crítico, poderoso mesmo. Cuba é um caldeirão de culturas.

Sem medo de ser repetitivo, reforço o que escrevi no meu twitter: ainda que vivesse mil anos não seria capaz de descrever o que sinto aqui, em Cuba. Sim, é o povo mais rico que  jamais conheci. Havana é uma cidade tão acolhedora que as pessoas ainda te convidam para partilhar suas histórias. Há vida por aqui. E mais, em Cuba há esperança.

Outra coisa que salta aos olhos é questão da Revolução, presente tanto na vida cotidiana quanto no discurso desse povo. A derrubada do ditador Fulgencio Batista por Fidel Castro e seus guerrilheiros ainda orgulha muito os cubanos.

Enquanto estiver por aqui, seguirei registrando belas imagens não apenas na lente de minha câmera mas, principalmente, em minha retina e memória.

A conexão com a internet é meio complicada. Mesmo assim, insisto em mandar notícias e contar um pouco sobre esse povo incrível que nos ensina que  “el camino se hace al caminar”.

Ator, roteirista e cineasta. Co-fundador da Cia. Os Satyros e diretor executivo da SP Escola de Teatro.
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