Marina Lima: o que permanece quando tudo passa

Ópera Grunkie, o mais recente álbum de Marina Lima, já nasce imponente. Talvez seja o trabalho mais importante de sua trajetória. É também um dos mais criativos. Há nele uma musicalidade atravessada por uma modernidade viva, dessas que não perdoam a inteligência, nem as formas que ela encontra para se inscrever no tempo em que […]

Quando o corpo vira tragédia – Medea outra vez

Volto a falar de Medea de Sêneca porque a peça não terminou quando as luzes se apagaram. Ela continua reverberando por aqui. E, na reverberação, percebi duas ausências na minha leitura anterior. Já havia falado de Rosana Stavis, de Mariana Muniz e da participação especial de Walderez de Barros – três presenças centrais, três forças que sustentam o eixo trágico da montagem. […]

Medea em estado puro

Assisti ontem, no Sesc Consolação, a Medea de Sêneca. Saí em silêncio. Este trabalho não dá pra aplaudir de imediato. Pede travessia, distanciamento, silêncio. E pede tempo também. E, talvez até, alguma coragem. O mito é antigo. Em Eurípides, Medeia é urgência. Carne viva. A tragédia é construída como quem arma um arco: cada gesto tensiona o inevitável. […]

OPINIÃO | A travessia que nos atravessa: Sobre Morte e Vida Severina da Companhia Ensaio Aberto

Em tempos de performatividades e narratividades, não é todo dia que podemos assistir a um clássico em cartaz. E este, em especial, não é apenas um espetáculo. É uma convocação! Todos deveriam ver. Morte e Vida Severina, no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros, é um daqueles encontros raros em que o clássico se reencontra […]

OPINIÃO | A luz que cega, o teatro que revela: “(Um) Ensaio sobre a cegueira” do Grupo Galpão

Como é bom ver teatro bom. Como é raro, hoje, encontrar uma obra que não apenas dialogue com o seu tempo, mas o convoque, o estranhe, o ilumine e o perturbe. Há espetáculos que despertam. E existem aqueles que nos devolvem ao mundo mais atentos. Como se alguém tivesse soprado um fósforo dentro da nossa […]

OPINIÃO | Salamaleques: o desejo como campo de batalha

Caminhar pelas Satyrianas é sempre uma aventura sensorial e afetiva. Este ano, são quase 500 espetáculos atravessando os quatro dias do evento. Uma loucura organizada, um território onde milhares de artistas, vindos de 21 estados brasileiros, fazem pulsar suas criações como quem ilumina a cidade por dentro. No meio desse turbilhão generoso, tenho encontrado obras […]

FESTA | As primaveras que me trouxeram até aqui

Eu construí uma história que começou no chão duro, mas que foi atravessada por muitas primaveras. Uma história que nasceu entre roupas lavadas à mão no tanque, pão feito em casa partilhado com cuidado e o silêncio da noite iluminado apenas pelo lampião. Cresci vendo minha mãe remendar o mundo com linha e agulha, e […]

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