Um contraste entre o que faltou e o que esteve presente. De um lado, uma plateia pequena. Do outro, um amor de sete anos. Eu explico. Ontem, em “Quase Todos”, resolvemos fazer uma promoção para o Dia dos Namorados. Dois ingressos pelo preço de um. A ideia parecia simples: celebrar o amor e, quem sabe, […]
O lugar de Márcia
Eu a vi nascer. E a vi renascer mais de uma vez. Conheci Márcia Dailyn no começo dos anos 2000, quando nós também estávamos, de certo modo, reaprendendo a florescer na Praça Roosevelt. Ela chegou pelas mãos de Phedra D. Córdoba. Era uma menina linda, tímida, desengonçada, quase frágil. Dessas pessoas que parecem delicadas, até […]
Espaço e Memória
Há notícias que a gente demora para contar. Não por estratégia. Por tristeza mesmo. Esta, por exemplo, não vai para as minhas redes sociais. Prefiro dividi-la apenas com vocês, que há tanto tempo acompanham este pequeno pedaço da minha vida através deste blog. Há cerca de um ano, os proprietários do imóvel onde funciona o […]
Depois de Phedra
Nem todo mundo tem o privilégio de devolver uma amiga à história. Eu tive. E isso me alegra profundamente. Nas últimas semanas terminei de escrever um pequeno livro sobre Phedra D. Córdoba. Em breve ele será publicado pela editora O Sexo da Palavra, na coleção Vidas Sequestradas, dirigida por César Braga-Pinto. Sinto orgulho disso. Da […]
Um aniversário para Phedra
Ontem foi aniversário da Phedra. Eu não havia me lembrado da data, embora, nos últimos dias, tenha trabalhado com ela diariamente. Especialmente ontem, quando coloquei o ponto final em um pequeno livro que escrevo sobre sua vida para a coleção “Vidas Sequestradas”, da editora Sexo das Palavras, organizada por César Braga-Pinto, professor de literatura da […]
𝐎 𝐞𝐬𝐭𝐫𝐚𝐧𝐡𝐨 𝐝𝐞𝐬𝐚𝐩𝐚𝐫𝐞𝐜𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐚𝐬 𝐩𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚𝐬 𝐚𝐦𝐚𝐝𝐚𝐬
Na página de hoje do UOL, encontro uma matéria sobre Brad Pitt falando de um distúrbio que carrega há anos: a prosopagnosia, uma espécie de ‘cegueira facial’. Leio aquilo com uma espécie de alívio, desses que não fazem barulho porque vêm acompanhados de vergonha antiga. Então não sou apenas eu. Então existe nome para essa […]
A rádio Eldorado e a voz que ficava acesa
Quis voltar à Rádio Eldorado. Talvez voltar nem seja o verbo exato. A gente não volta a uma rádio como volta a uma casa, a uma rua, a uma cidade. A rádio não está inteiramente em lugar nenhum. Ela se espalha. Entra pelo quarto, pelo carro, pela cozinha, pelo corredor, pelo celular esquecido sobre a […]
A última estação
Fui jovenzinho nos anos 1980. Digo assim, jovenzinho, porque havia naquele tempo uma juventude que parecia acontecer mais devagar. Ou talvez fosse apenas o mundo que ainda não tivesse aprendido a correr tanto. A gente esperava. E esperar era uma forma de amar. Eu esperava dezembro como quem espera uma revelação. Era geralmente no fim […]
Entre São Paulo e Helsinki
A Finlândia me acolhe já faz muitos anos. Nunca de maneira espetaculosa, mas silenciosa. Aos poucos, o país foi se transformando, para mim, numa espécie de segunda casa afetiva. Viajei muitas vezes ao país e trabalhei com artistas, pesquisadoras e educadores finlandeses. Aprendi um mundo de coisas com eles. Descobri, por exemplo, uma relação muito […]
O que não se aprende, acontece
No Os Satyros o gênero nunca foi uma regra. Foi sempre uma espécie de brincadeira séria. Ou talvez o contrário: uma seriedade que só se sustenta porque brinca. Desde sempre, nós, os meninos, nos tratamos no feminino. Assim, naturalmente. Como quem pede um café ou chega atrasada para o ensaio. “Amiga, você viu aquilo?” “Querida, […]
