Quando o corpo vira tragédia – Medea outra vez

Volto a falar de Medea de Sêneca porque a peça não terminou quando as luzes se apagaram. Ela continua reverberando por aqui. E, na reverberação, percebi duas ausências na minha leitura anterior. Já havia falado de Rosana Stavis, de Mariana Muniz e da participação especial de Walderez de Barros – três presenças centrais, três forças que sustentam o eixo trágico da montagem. […]

Medea em estado puro

Assisti ontem, no Sesc Consolação, a Medea de Sêneca. Saí em silêncio. Este trabalho não dá pra aplaudir de imediato. Pede travessia, distanciamento, silêncio. E pede tempo também. E, talvez até, alguma coragem. O mito é antigo. Em Eurípides, Medeia é urgência. Carne viva. A tragédia é construída como quem arma um arco: cada gesto tensiona o inevitável. […]

𝐎 𝐚𝐦𝐨𝐫 𝐭𝐚𝐦𝐛𝐞́𝐦 𝐭𝐞𝐦 𝐩𝐫𝐨𝐧𝐭𝐮𝐚́𝐫𝐢𝐨

Nem todo trabalho se mede pelo que é feito, mas pelo modo como alguém permanece. Há quem cuide cumprindo tarefas. E há quem cuide ficando, escutando, sustentando presença. A diferença aparece quando o afeto entra em cena. Durante muito tempo, meus bichos foram cuidados no Pet Care. Não sem ambivalência. Havia ali profissionais muito competentes, […]

Gestão Cultural em Movimento

Na semana passada, Marilia Marton fez algo que, em tempos de cansaço institucional e desconfiança crônica, beira o milagre: juntou gente. Gente de verdade. Gente que faz. Gente que insiste. No edifício imponente da Sala São Paulo – esse templo erguido para a música, mas que naquele dia respirava política pública – mais de quinhentas pessoas vieram de […]

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