Viagem ao Harz

Heinrich Heine foi um poeta alemão que viveu entre os anos 1797 e 1856, entre a Alemanha e França. Considerado um dos grandes poetas de sempre, sua obra inspirou “Amor de Poeta”, uma das obras-primas de Schumann.

No ano passado, a Editora 34 lançou “Viagem ao Harz”, um simpático livro que compõe a quadrilogia “Quadros de Viagem”, que Heine iniciou em 1826, poucos anos antes de ttrocar a Alemanha pela França – o poeta se mudaria para Paris em 1831, influenciado pela ideia do socialismo utópico do filósofo Saint-Simon, que defendia a extinção das diferenças de classe e propunha a igualdade através da meritocracia.

“Viagem ao Harz” é uma coletânea de poemas e reflexões sobre a arte e política; de deliciosas descrições de paisagens e de pessoas do período que Heine esteve na Universidade de Göttingen, no norte da Alemanha, onde se localiza as montanhas de Harz, famosa por seu pico, o lendário Brocken, descrito por Goethe em “Urfaust” como o local onde as bruxas celebram a Noite de Valpúrgis, na célebre “Walpurgisnacht”, cena onde Fausto tem a visão de Margarida, desfigurada e maldita.

Ganhei o livro do Fabio Mazzoni, que li num sopro só, neste final de semana. Com tradução de Mauricio Mendonça Cardozo, o livro traz, ainda, o delicioso estudo “A Viagem e a Literatura”, de Sandra Stroparo, que relata experiências literárias, desde a Grécia clássica de Homero com suas “Ilíada” e “Odisseia”, passando por “A máquina do tempo”, de H. G. Wells até “A viagem”, de Virginia Woolf.

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