História do Pranto

Tinha tudo pra ser um livro inesquecível. Seu autor, Alan Pauls, escreveu “O Passado”, um dos romances mais incríveis que li nos últimos tempos. Mas, infelizmente e por pouco, “História do Pranto” (Cosac Naify) não figurará na lista dos meus livros favoritos. Por um detalhe, apenas: é milimetricamente estruturado, sem erros, apolíneo demais.

O livro, embora com 88 páginas, é de leitura difícil. A história gira em torno de um garoto – que nunca saberemos seu nome – que vive com os pais separados, na Argentina dos anos 70. A narrativa, embora concisa – trabalhando entre idas e vindas no tempo –, é aparentemente simples.

O livro trabalha com a ideia da dor e da culpa de uma geração que foi perseguida pela ditadura militar. Com passagens comoventes, “História do Pranto” é repleto de questionamentos vultuosos. E tem um final lindo.

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