“Pessoas Perfeitas” por Samir Yasbek

Com delicadeza e compaixão, “Pessoas Perfeitas”, dos Satyros, acaba por nos revelar que vivemos sob o signo da solidão.

Uma solidão que se realiza, no palco, por meio de personagens cuja estranheza não esconde sua humanidade, chegando a ponto de nos fazer pensar, como o poeta da peça: “eu me vejo nelas”.

Maravilhoso seria sentir, em relação à vida, a gratidão manifestada pela jovem embalada por um mantra indiano.

Ou se tivéssemos alguém para nos desejar “boa noite”, sempre que pronunciássemos o nosso nome, segundo a singela interação com a plateia, conduzida pelo autor em cena.

Ao término, fica a sugestão de que essa gentileza impulsionaria a tão necessária utopia de construirmos um mundo mais humano, em que a solidão deixaria de ser um estigma.

De quinta a domingo, 21h, Satyros Um

(Foto: André Stefano)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Posts Relacionados

Comece a digitar sua pesquisa acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione ESC para cancelar.