A SP Escola de Teatro: modelo de gestão

Muito já foi dito acerca do sistema pedagógico da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco e de seu diálogo incessante com a contemporaneidade. Entretanto, o que nem todos sabem é que por trás disso tudo existe um time exemplar de conselheiros que dá suporte para que o projeto se concretize.

Primeiramente, vale destacar que a SP Escola de Teatro é uma instituição gerida por uma Organização Social (OS). Uma OS é, grosso modo, uma associação da sociedade civil, sem finalidade econômica, englobada no campo do Terceiro Setor, apta a atuar nas áreas da saúde e cultura.

Por meio de um contrato de gestão firmado com o poder público – em nosso caso, a Secretaria de Estado da Cultura –, as OSs ganham a oportunidade de administrar equipamentos públicos de arte e cultura – como museus, bibliotecas, teatros e escolas de formação artístico-cultural –, além de realizar programas, projetos e atividades de fomento e difusão da arte e cultura.

Sendo assim, a OS que gere a Escola é a Associação dos Artistas Amigos da Praça (Adaap), Entidade responsável pelo acompanhamento do projeto, assim como a Secretaria da Cultura, que exerce um monitoramento constante.

Para ser qualificada como Organização Social – uma espécie de selo de qualidade –, uma associação deve possuir, dentre outros, um conselho de Administração e um conselho Fiscal. No caso da Adaap, o Conselho de Administração é presidido por Contardo Calligaris; o Fiscal, por Soninha Francine. Junto deles, vários outros profissionais de renome integram esta equipe altamente participativa e que veste a camisa do projeto. No conselho Administrativo, Rachel Rocha, Aderbal Freire-Filho, Angela Coelho da Fonseca, Cléo De Páris, Lauro César Muniz, Leandro Knopfholz, Reynaldo Marchesini, Samuel Leon e Sérgio Campanelli. No Fiscal, estão Maristela Mafei e Vicente de Freitas.

Na última quarta-feira (29), esses conselhos se reuniram com Ivam Cabral, diretor executivo da Escola, e outros membros da Instituição, em um encontro realizado na Sede Roosevelt. “Quatro auditorias são realizadas anualmente: duas pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo; duas indicadas e contratadas pelo Conselho Fiscal. Nosso trunfo: em quatro anos de trabalho, nunca recebemos nenhum apontamento dessas auditorias. Resultado de uma boa gestão e compromisso com um trabalho desenvolvido com compromisso e seriedade”, afirma Ivam.

Nessa última reunião, foi aprovado o Relatório Anual de 2013, um documento com mais de 500 páginas que descreve todas as ações desenvolvidas pela Escola no ano passado. Os conselheiros também discutiram novos passos do projeto para os próximos anos – dado que a OS renovou seu contrato por mais quatro anos e meio –, e pensar nos sonhos que o fazem mover.

Ao término da noite, aproveitaram para fazer uma visita mais detalhada ao prédio, especialmente à Biblioteca e ao recém-inaugurado Estúdio de Som, dois dos espaços mais visitados da Sede.

“Trabalhamos duro para a constituição de um projeto incrível, transparente e absolutamente horizontal. O mais bonito de tudo isso é que, para o endosso e lisura desse processo, os integrantes dos conselhos avalizam o trabalho realizado, respondendo com seus patrimônios pessoais, inclusive”, comenta Ivam Cabral.

Esse é um dos exemplos que melhor ilustram a dimensão que esse sonho chamado SP Escola de Teatro alcança. E, no fim de contas, o que pode se concluir é que a Escola é, acima de tudo, o resultado concreto da idealização projetada por um enorme elenco de mentes transformadoras.

(na foto, Ivam Cabral e Contardo Calligaris, presidente do conselho de Administração da SP Escola de Teatro)

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